Empresários são presos por plano com PCC para matar promotor
Plano para matar promotor do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo tinha o objetivo de prejudicar investigações
Dois empresários que atuam no ramo de comércio de veículos e de transportes foram presos, nesta sexta-feira (29/8), por planejarem matar um promotor que no Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo.
Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), um dos principais envolvidos é apontado como integrante da ala “sintonia final” da facção Primeiro Comando da capital (PCC) e um dos grandes operadores do tráfico de drogas no Brasil. Ele está foragido há anos e, possivelmente, escondido na Bolívia, de onde continua controlando esquemas de tráfico e lavagem de dinheiro. As investigações continuam para a identificação de outras pessoas envolvidas no plano criminoso.
“Há poucos dias, foram coletadas informações que indicavam que um dos investigados estaria associado à liderança do PCC e, com o objetivo de prejudicar as investigações, teriam arquitetado e colocado em prática um plano para matar o promotor Amauri Silveira Filho”, informou o Ministério Público.
Os envolvidos teriam financiado e providenciado a aquisição de veículos e de armamento, além da contratação de operadores para a execução de uma emboscada contra o promotor. No entanto, o plano foi descoberto pelo Ministério Público, que identificou os articuladores e financiadores.
O Juiz da 4ª Vara Criminal da Comarca de Campinas, Caio Ventosa Chaves, acolheu os pedidos do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo e expediu três mandados de prisão temporária e quatro mandados de busca e apreensão, que foram cumpridos por equipes do Batalhão de Ações Especiais de Polícia e do MPSP.
O Ministério Público de São Paulo divulgou uma nota para expressar o “irrestrito apoio ao promotor Amauri Silveira Filho, alvo de um plano industriado por integrantes de facção criminosa com o objetivo de assassiná-lo”.
Por óbvio, esse suporte se estende a todo agente público que tem como missão colocar cobro naqueles que insistem em fazer da prática de delitos o seu meio de vida. Com apoio da Polícia Militar, o tentame foi contido por meio da Operação Pronta Resposta. Pronta resposta, a propósito, que será dada por nossa instituição a qualquer um que desafiar o Estado Democrático de Direito, cuja marca é o império da lei. A população paulista pode ficar tranquila. O eminente membro do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) seguirá firme na sua missão, defendendo de forma inflexível a ordem jurídica. Destemor é a marca dos promotores e procuradores do Ministério Público de São Paulo, que não recuarão sequer um centímetro no seu desiderato de cumprir as atribuições que lhe foram conferidas pela Constituição Federal”, diz a nota do MPSP.
Com informações do Correio Braziliense
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