CNI descarta aplicar Lei de Reciprocidade contra os EUA e aposta em negociações
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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou, nesta sexta-feira (29/8), que não considera adequado neste momento recorrer à Lei de Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos. A entidade defende a manutenção do diálogo como caminho para reverter os impactos das tarifas impostas pelos norte-americanos sobre produtos brasileiros.
Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou a necessidade de “cautela e discussões técnicas”. Segundo ele, uma delegação formada por mais de 100 representantes de associações industriais e empresários brasileiros seguirá para Washington na próxima semana para dialogar com autoridades e lideranças do setor produtivo dos EUA.
“É fundamental preservar a relação histórica de mais de 200 anos entre Brasil e Estados Unidos. Nosso objetivo é contribuir para uma negociação que permita a revisão da tarifa de 50% ou, ao menos, ampliar as exceções que aliviem os efeitos do tarifaço sobre nossas exportações”, afirmou Alban.
Agenda em Washington
A missão organizada pela CNI prevê reuniões entre entidades empresariais brasileiras e norte-americanas, além de uma plenária para debater estratégias de fortalecimento da parceria econômica bilateral.
A iniciativa também inclui encontros preparatórios para a audiência pública marcada para 3 de setembro, nos Estados Unidos, sobre a investigação aberta em julho pelo governo norte-americano com base na Seção 301 da Lei de Comércio.
Da redação Estrutural On-line